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domingo, 13 de janeiro de 2019


Curiosidades sobre vinho

O ano é novo mais as curiosidades são as mesmas, cito algumas entre as mais frequentes e aguardo sugestões para abordagem de outros temas sobre dúvidas, curiosidades e todos os assuntos, que envolvem o mundo do vinho!

 As uvas tintas também produzem vinhos brancos e rosés
 Exatamente, existem raros Malbecs e Pinots Noirs brancos, que para obter esse resultado, as uvas são fermentadas sem deixar as cascas em contato com o mosto, pois são elas que darão cor ao vinho, nos vinhos rosés, mantem-se as cascas em contato com o mosto por um período menor e desse modo sua tonalidade será rosada!
 Vinho Verde, não é verde
 Nas margens do Minho, em Portugal, está a região demarcada de Vinho Verde, ou seja, a denominação de origem (DOC) que dá nome ao vinho. Portanto, ele pode ser branco, tinto e até rosé, menos verde.
Apenas o Champagne tem bolhas (perlages)
Todo champagne é um espumante, mais nem todo espumante será um champagne. Exatamente, afinal Champagne é uma região demarcada, com denominação de origem, de uvas regularizadas, portanto somente os espumantes produzidos nessa região situada na França, podem ser chamados de Champagne.
Vinho doce contém açúcar
Os tipos de vinhos doces variam, entre fortificados,botritizados e de colheita tardia, no entanto nenhum deles leva adição de açúcar na composição o dulçor que se sente em paladar vem da própria uva, (é açúcar residual, que não foi transformado em álcool durante a fermentação). E os vinhos suaves? Ele sim contém açúcar e esse é um dos motivos pelo qual não são classificados como vinhos finos.
Uva branca produz vinho branco e uva vermelha os tintos
Nem sempre, pois é possível produzir vinhos brancos com uvas tintas, basta extrair a casca antes, do processo de fermentação, porque é ela quem dá cor ao vinho. Espumantes, principalmente os Champagnes, são ótimos exemplos de vinhos brancos que levam uva tinta em sua composição.
Quanto mais velho melhor
 Quanto mais tempo guardar um vinho, melhor ele irá ficar? Vinho velho é que é vinho bom? Depende, pois o vilão, no caso dos vinhos, nem é o tempo, mas o ar - o oxigênio, em contato com certas substâncias do vinho,que inicia uma série de reações químicas que levam a sua oxidação. Então, tudo tem a ver com a combinação de oxigênio, corpo, tanino e acidez de um vinho.

Tim tim

 


 


segunda-feira, 31 de dezembro de 2018


Para o Réveillon, espumante!
Porque a virada do ano pede comemoração, celebração e claro muitos brindes com espumante!
E para aproveitar o potencial dessa bebida, trago algumas dicas que irão auxiliar você, a começar pela escolha do rótulo.




Inicie pela doçura do espumante:
Nature, extra-brut, seco, demi-sec e doce, são termos que classificam os espumantes de acordo com a quantidade de açúcar e de acordo com a Legislação Brasileira.




Lembrando que o teor de açúcar não está associado á qualidade, mais sim ao estilo, para que desse modo você escolha o de sua preferência ou oque será ideal para a ocasião!
Espumante X Harmonização:
O brut será o espumante mais versátil ,quando o assunto for harmonização, pois acompanha desde a salada, carnes leves, até o prato principal.
Para sobremesas, prefira os demi-sec ou doces (moscatel), que vão muito bem com saladas de frutas, mousses, tortas ou mesmo a clássica goiabada com queijo (Romeu e Julieta).
Temperatura de serviço:
Espumantes safrados, com mais corpo e complexidade devem ser servidos entre 9°C e 12° C, para que sejam liberados seus aromas e sabores, enquanto que os espumantes mais simples podem ser mais resfriados, entre 6°C e 8°C.
Não agite a garrafa:
Mesmo sendo um momento para celebrar, saiba que uma garrafa de espumante tem mais gás comprimido que um pneu de carro, levando em conta também que desse modo, perde-se boa parte do espumante.

E por fim, escolha o estilo que te agrada e celebre com bons vinhos, sempre!
Feliz 2019!









segunda-feira, 24 de dezembro de 2018


Vinho com panetone?

Porque não? Afinal, panetone é uma daquelas delícias, que não podem faltar nas ceias de Natal!
Diz-se que o panetone surgiu no Norte da Itália em Milão, sendo assim pode estar associada á tradição italiana de se consumir nessa época um pão mais saboroso que os preparados no dia a dia.

Segundo a lenda, uma das mais famosas e românticas, que um rapaz nobre da cidade de Milão, Ughetto degli Atellani, apaixonou--se por Adalgisa, filha de Toni, o padeiro local, que reprovava o namoro.
O jovem, então, para se aproximar da moça e ganhar a confiança do pai disfarça-se como um ajudante de padeiro e emprega-se na padaria do pai da moça. Lá ele cria um delicioso pão de trigo, com manteiga, ovos, uvas passas e frutas cristalizadas. Sua criação torna-se um imenso sucesso e, assim ele consegue a autorização para cortejar sua amada.

Mais uma das versões, que seria uma linda história de receita de sucesso, se ela não tivesse começado com um erro de Toni após trabalhar por horas á fio na véspera de Natal. Toni fazia, ao mesmo tempo, uma fornada de pães e uma massa de torta, a pedido de seu chefe. Por estar exausto, acabou colocando as frutas da torta na massa de pães e tentou consertar a falha acrescentando também frutas cristalizadas, manteiga e ovos na receita.
Ao levar a “torta de pão” para seu chefe, ele foi surpreendido acreditando ser uma criação improvisada. O resultado foi e ainda é sucesso nos dias de hoje!

Harmonizando:

 Tradicional com uvas passas e frutas cristalizadas:

Clássica e aprovadíssima, essa harmonização com os vinhos produzidos com as uvas Moscatéis (Moscato), com toques frutados e florais, sua leveza irá perfeitamente bem com o panetone.

Espumantes da uva Prosecco com todo seu frescor e acidez irá potencializar o sabor do panetone!  Prosecco nacional são bem-vindos, sempre!

Na versão chocolate:

Aquela união que dá certo sempre, quando o assunto é chocolate, seja com a doçura de um vinho do Porto Ruby ou o sabor amadeirado do Porto Tawny.



Recheado com doce de leite:

Escolha um colheita tardia, encorpado e frutado, compostos pelas uvas riesling, moscatel, semilon,sauvignon blanc ou chardonay.

 Deguste e aproveite o seu Natal!

Tim Tim!








segunda-feira, 23 de julho de 2018


Vinho varietal:
Entendendo a classificação
Em algum momento, você caro enófilo deve ter se deparado com a palavra varietal, que naturalmente despertou dúvida ou curiosidade em saber oque de fato significa.
Então, abra uma garrafa de vinho e vem comigo, tirar suas dúvidas!  
Vinho varietal (que também pode ser chamado de monocasta ou monovarietal) é aquele que é produzido com apenas uma variedade de uva. Certo?
Depende, de como cada região ou país irá determinar a porcentagem necessária para que o vinho seja considerado varietal.
No Brasil, para que o vinho tenha essa classificação no rótulo, o mesmo deverá conter 75% de uma única variedade de uva em sua composição, sendo quê os monovarietais deverão ser 100% produzidos de uma única variedade de uva.
Os outros 25% do vinho poderá ser completados com outros tipos de uva, caso o produtor veja necessidade. Lembrando que essa porcentagem permite que o enólogo possa adicionar mais acidez, corpo ou estrutura, para o vinho, acrescentando outra cepa.
Na África do Sul e Austrália,a porcentagem mínima de uva varietal, deve ser de 85%,sendo que Chile, Nova Zelândia e Califórnia  deverão ter a mesma quantidade que o Brasil.
Temos ainda, vinhos com algumas denominações, que não trazem o nome da uva e são 100% varietais! Complicou?
Imagine, nesse caso sugiro se informar sobre as regiões de produção!
Quando você degusta um vinho tinto da região de Borgonha por exemplo, o mesmo será 100% composto da uva Pinot Noir.
E se falarmos em Barolo, com denominação italiana, você irá provar um vinho exclusivamente composto pela uva Nebbiolo.
Sendo assim, sempre que você desejar provar um vinho varietal, pesquise e se informe sobre o rótulo, mais se permita provar também os vinhos produzidos com mais de uma uva, que recebe o nome de assemblage (blend ou corte) que mistura duas ou mais variedades de uva, na produção de um vinho.
O objetivo, quando se produz um assemblage,é somar no produto final, criando rótulos exclusivos e diferenciados!
Deguste!





domingo, 15 de julho de 2018


Os tipos de vinho e suas diferenças

Você decide sair para comprar um vinho e na hora da escolha surge aquela dúvida, pois variedades é o que não faltam: brancos, tintos, rosés, espumantes, frisantes, fortificados!
Pensando nisso, irei citar aqui a diferença entre cada um dos principais tipos de vinhos, que com certeza irá auxiliar bastante na hora da compra!

Brancos: Normalmente fermenta sem a casca e possui tonalidade que varia de amarelo-palha a amarelo dourado. A maioria é leve e bem refrescante, devido à acidez (salivação na boca) presente. Existem estilos variados que dependem da região e da(s) uva(s) utilizada(s). De um modo geral, são mais sutis no paladar do que os tintos. Podem ser secos, meio secos ou suaves;

Rosés: Elaborados á partir de uvas tintas, fermenta durante algumas horas com a casca para adquirir a cor rosada. A tonalidade pode variar de acordo com o tempo que a casca permanece em contato com o líquido, indo do rosa claro ao cereja intensa. Apresenta acidez perceptível, corpo de leve a médio e harmonizam muito bem com frutos do mar, como camarão e lagosta. Podem ser secos, meio secos ou suaves;

Tintos: Fermentação que ocorre em contato com a casca para adquirir a tonalidade que varia de vermelho intenso a violeta. Tintos de safras mais antigas tendem a perder a tonalidade e adquirir uma cor semelhante a vermelho tijolo. Podem ser leves ou encorpados, depende da(s) uva(s) utilizada(s), região onde são colhidas e do método de como são elaborados. Possuem taninos, compostos químicos presentes na casca que causam adstringência (perda momentânea da salivação na boca). A intensidade da presença dos taninos também depende da uva e do método de produção, além de variar de sútil a taninos bem marcantes. São compostos importantes para garantir o equilíbrio no vinho. Podem ser secos, meio secos ou suaves;

Espumantes: Tipo de vinho que se caracteriza principalmente pela presença do gás carbônico. De um modo geral, apresentam acidez marcante (salivação na boca) e são muito versáteis para harmonizar desde a entrada aos pratos principais. Os mais doces irão  bem com sobremesas. Podem ser brancos, tintos ou rosés, secos, meio secos ou doces. Para mais informações clique aqui https://sommeliereanaassis.blogspot.com/search?q=espumantes

Frisantes: Vinho levemente gaseificado, ou seja, possui menos gás que os espumantes e variam de brancos, tintos, até o rosé, podendo ser secos, meio secos ou suaves. São bem fáceis de beber sendo que, os meio secos e suaves são excelentes para os que estão iniciando no mundo do vinho.

Fortificados: Tipo de vinho que recebe adição de aguardente vínica ou uma bebida destilada, como o conhaque e tem como objetivo aumentar a graduação alcoólica do produto. Os vinhos do Porto entram dentro dessa classificação. Alguns outros exemplos de vinhos fortificados são: Madeira (Portugal), Jerez (Espanha) e Marsala (Itália). Geralmente apresentam, entre 17-22% de álcool. Ótima opção para quem busca novas experiências no mundo do vinho!






   



quinta-feira, 8 de março de 2018



Com que vinho eu vou?

 Hoje esse artigo é exclusivamente dedicado á nós mulheres que em dias comuns, sempre criamos um motivo para brindar, seja um desafio vencido, uma conquista, fechamento de um ciclo, enfim ocasiões para celebrar é oque não falta e hoje oito de março, dia internacional da mulher, não seria diferente!
Sendo assim irei citar aqui algumas uvas que agradam bem facilmente aos paladares do público feminino, mais sei que haverá controvérsias e observações do tipo: “Ana,gosto de vinho com bastante corpo e estrutura, vinhos leves e frutados não me agradam”!
E está tudo bem com isso!Rsrsrs

Pinnot Noir
Uva Originária da França (Borgonha), também presente nos Estados Unidos (Califórnia), e Chile (Valparaiso);
A Pinnot Noir possui uma coloração vermelha de menor intensidade mais com brilho intenso. Quando jovens tendem para vermelho rubi ou roxo. É uma uva um pouco complicada para cultivar, requer muito trabalho e cuidados, quando bem trabalhada resulta em vinhos leves e frutados. Facilmente irão encontrar notas de cereja, framboesa, morango frutas vermelhas e frescas.

Merlot
Essa é uma das castas mais produzidas no mundo, teve origem também na França, na famosa região de Bordeaux. Atualmente muito cultivada em países do Novo Mundo como África do Sul e Chile.O vinho apresenta coloração vermelho rubi.
Na boca, a principal característica é a textura macia, sedosa e aveludada; com acidez e álcool equilibrados em corpo médio, e taninos redondos.
Zinfandel
 Uva pouco  conhecida para aquelas que não costumam tomar muito vinho, mas é uma casta que produz excelentes vinhos. Estudos mostram que a Zinfandel é a mesma que a Primitivo (Itália). A verdade, é que existe
 estudos e polêmicas em relação à origem dessa uva. Discussões á parte, apenas deguste!
Importante saber que essa uva deu muito certo nos Estados Unidos, na região da Califórnia. Serão facilmente reconhecida pelos  aromas de frutas como cereja e amora. Os vinhos dessa casta apresentam taninos e percepção alcoólica um pouco mais evidente do que as uvas anteriores, porém geralmente são bem equilibrados e fáceis de tomar.
Gamay:A Gamay (se pronuncia “Gamê”), que também pode ser chamada de Gamay Noir, é uma uva tinta, nativa da região da Borgonha, na França. Os estudos de DNA indicam que essa variedade é resultado do cruzamento da tinta Pinot Noir com a branca Gouais Blanc.Os vinhos elaborados com a Gamay possuem alto nível de acidez, taninos sutis e estilo frutado.
Ok se a descrição acima não condiz com o que lhe agrada, conta pra mim aqui nos comentários com que vinho você irá brindar esse dia que é todo nosso!
Feliz dia internacional da mulher, hoje e todos dias!
Tim Tim








quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Fechando ciclos
Fechando ciclos?
Hoje a Ana não irá escrever sobre vinhos?
Calma pessoal o assunto está relacionado á vinho também!
Quem me acompanha, sabe bem da minha trajetória profissional e pensando nisso, não teria lugar melhor para noticiar esse fechamento de ciclo,que não fosse aqui no Blog!

Foram 5 anos de trabalho na Rede ABC de Supermercados e confesso que foram anos de muito aprendizado,amadurecimento e um processo de transformação  que me fez muito bem pessoal e profissionalmente.
Foi um prazer aceitar a função  para Assistente de adega,descobri que sim,gosto de vinho o suficiente para ter me proposto o desafio de  iniciar o curso de formação para sommeliers em São Paulo,claro que teve aquele pontapé seguido da frase: ”Faça o curso de sommelier ou  você será sempre a assistente de adega”e eu rapidamente entendi o recado!

Foram incontáveis conquistas e pessoas que no decorrer desse tempo contribuíram de alguma forma para que eu agregasse mais valores e conhecimentos, pra citar nomes a lista seria imensa e ainda assim correria o risco de ser injusta me esquecendo de alguém!
Bem, foi pensando em alçar novos vôos que decidi fechar esse ciclo, mais com sentimento de eterna gratidão á todos, pela oportunidade, ensinamentos e por confiarem á mim a função de Assistente de adega durante todo esse tempo, função essa que me preparou para encarar novos desafios, projetos e me motivar á dizer sim ao convite feito pelo empresário Dhiego Lacerda, para atuar como sommelière em uma das Adegas Recanto do Queijo em Governador Valadares-MG, que darei início á um novo ciclo!

Palavra que define esses dizeres é GRATIDÃO, pois a vontade de delongar é imensa!Rsrsrs





Aos que eu não encontrei pessoalmente, sintam-se abraçados por mim e muito obrigada pelos desejos de sucesso!

Um brinde ás mudanças e aos novos ciclos!

Tim tim!